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sábado, 11 de maio de 2013

Música para Mães | Sugestão #06


Mãe é mãe. Não ouso questionar nenhuma de suas ações, e algumas vezes só entendemos depois de adultos (e/ou quando virarmos mães). A dedicação, as horas de sono perdidas, as preocupações, tudo que falamos aqui no 50 Semanas de Música durante a semana. A minha foi guerreira demais, criou três filhos praticamente sozinha, tendo a agricultura como fonte de sustento da família. Ela gerou eu e meu irmão do meio depois dos 40 anos e não foi a idade e nem a ausência do meu pai que impediu que nós tivéssemos de tudo. Foi de longe fácil pra ela e claro que sofremos, mas um milésimo do que ela sofreu para nos criar. Merece o título de heroína com direito a capa e poderes mágicos.

Confesso que na minha adolescência sofri um pouco com a diferença de idade entre a gente. Tive que aprender ao longo do tempo que idade não significa muita coisa, que amor e respeito é mais importante que isso. E provas de amor eu tive várias. Quando me mudei pra BH, ia quase todo fim de semana pro interior e todo domingo a noite era a mesma cena na rodoviária de Três Corações: o ônibus chegando, eu esperando todo mundo entrar e as duas já ficando com aquela cara de “cachorro que caiu da mudança”. O motorista já até nos conhecia, ela recomendava a ele que tomasse conta de mim durante a viagem. Coisa de mãe. Depois, um abraço apertado, um “Bença mãe”, um “vai com Deus, liga quando chegar” e as duas chorando no final.

Com o tempo a gente acostuma com a distância, vai tocando a vida, construindo as próprias conquistas, mas a melhor parte é saber que o quer que aconteça ela ainda está lá. Me nego a pensar que um dia não estará mais. Um colo quentinho, porto seguro que vai mover montanhas pra me ver feliz e que espera ainda ser mãe de novo (fica aqui minha responsabilidade de presenteá-la com um netinho, rsrs).

Além dela, todas as outras mães que me ajudaram a crescer merecem essa homenagem. Uma música com muito carinho. Ciclo, Jorge e Mateus.


 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Música para Mães | Sugestão #01

Existe algo mais doce que o sabor do beijo de mãe?

Ser mãe, é romper limites!

Primeiro, ela rompe o limite da espera, após saber que está grávida, e ansiosamente aguarda por nossa chegada, cuidando e protegendo.

Depois é o limite da dor, dizem que é a dor mais forte do mundo, mas que com um misto de prazer nos dão a vida.

Aí rompe o limite do carinho, passando noites em claro para que o bebê cresça com saúde, dando lhes o líquido mais completo que um ser humano vai ter durante os primeiros seis meses de vida.

Rompem também o limite do cansaço  pois sem descanso, trocam fraldas, balança o carrinho, ferve a chupeta, preparam o nosso banho e quando o dia parece que está no fim, aí o bebê sente dores, deixando-o enjoado. E lá se vai mais uma noite de sono.

Quando o filho cresce mais um pouco, rompem o limite da educação, com seus ensinamentos quer sejam escolares, quer sejam para a vida.

Parece que não tem fim, pois daí rompe o limite da vidência, afinal toda mãe sabe quando seu filho faz uma traquinagem, ou simplesmente quando devemos levar a blusa ou o guarda-chuva.

Sem perceber, ela rompe o limite da enfermagem, pois sem nenhuma formação, sabe como ninguém cuidar dos machucados e das moléstias que nos afligem.

Na adolescência  a mãe rompe o limite da sabedoria, indicando com responsabilidade qual o melhor caminho a seguir, baseada na experiência de sua vida. As vezes, pode não ser o melhor caminho à ser tomado, mas com mãe não discutimos, é melhor fazer e pronto.

Mãe rompe o limite da boa ouvinte, com o ouvido do coração nos ouve quando estamos triste com o término de uma paixonite, ou passamos por alguma dificuldade que parece insuperável.

Romper o limite do riso é uma de suas grandes virtudes, pois mesmo com vontade de chorar, seu sorriso jamais sairá falso de seus lábios.

E não é simplesmente pela data, pois nem ligamos para isso, mas dedicamos essa semana inteira à vocês, super mães que são nosso muro de arrimo.

Minha sugestão musical dessa semana pode até parecer clichê, mas eu pergunto, qual a mãe que não gosta do Rei???

Como é grande o meu amor por você, Roberto Carlos.


domingo, 5 de maio de 2013

Tema #16 | Música para Mães


Esta semana o 50 Semanas de Música homenageia as mães, sabendo que nenhuma homenagem vai conseguir ser proporcional a importância que elas têm em nossas vidas.

Mães são seres incríveis: tem a capacidade de adivinhar pensamentos, de sempre saber onde está tudo, de saber usar a palavra certa no momento certo e nos fortalecer quando o mundo em volta parece desabar, de saber a previsão do tempo apenas com um olhar (se ela falar que vai chover, acredite, é melhor você levar seu guarda-chuva). Bons hábitos à mesa, postura, modo de se vestir, melhor maneira de pentear os cabelos e escovar os dentes, como cumprimentar as pessoas, como tratar os mais velhos, como arrumar a cama, amarrar o tênis, não brigar com o irmão mais velho, proteger o irmão mais novo... Você realmente acha que nasceu sabendo isto tudo?

Certa vez li que, de todos os direitos da mulher, o maior é ser mãe. Creio que as mães não discordam. Gerar, nutrir, criar, educar, amar... Amar incondicionalmente sem esperar nada em troca. Nunca estar sozinha em seus pensamentos, pois sempre estará pensando em agindo para si e para os filhos (normalmente mais para os filhos), e desenvolver sentidos que só as mães têm, e que nenhum estudo científico irá conseguir entender.

E neste meio quero incluir aquelas mães que surgem em nossas vidas sem esperarmos: a tia presente, a irmã mais velha que sempre nos tira das encrencas, a professora do pré-escolar... Todas tiveram e tem seu sentimento maternal por nós.

E deixamos um recado aos filhos: “Mães são sagradas”, “Fale da minha mãe que eu te mostro o caminho mais curto para o céu”, “Minha mãe é a melhor do Mundo”... Não discutiremos isto, até porque concordamos. Mas neste mundo moderno que estamos vivendo, precisamos entender que nossas mães também querem viver a própria vida. Querem namorar, sair, conhecer pessoas. Querem falar sem sentimento de culpa que o cara da novela é um tesão. Querem ouvir músicas “de jovem”. Querem sair com os filhos e conhecer com quem eles estão saindo. Querem aprender a usar o computador, ter perfis em redes sociais e postar bobagens no seu mural. Querem ir a um show legal, querem ir pra balada, querem descobrir coisas novas. A você, prezado filho, cabe dar apoio, emprestar o carro (ou, no mínimo, oferecer uma carona) e pensar que tudo o que você fizer por ela será pouco, comparado ao que já ela já fez por você.

Esta semana, as músicas (e tudo o mais) são dedicadas a elas, base de nossa educação, conselheiras, amigas, guias, criaturas que merecem nosso eterno carinho e reconhecimento.

Parabéns, mães! E obrigado por tudo!

Equipe 50 Semanas de Música