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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Música para Acordar | Sugestão #01

Começo o post com uma pergunta básica: tem coisa melhor que dormir? Ahhh tem sim... acordar! Depois de uma noite de sono nada melhor que acordar sem nenhuma preocupação, encher os pulmões de ar, dar aquela espreguiçada de estalar todos os ossos da coluna, olhar para o lado e sorrir só por se dar conta que a pessoa que ama também está ali, dar mais uma ou duas reviradas na cama tentando não largar o travesseiro e ir desembolando devagarinho o corpo para mais um dia de vida.

Tá bom... Tem dia que não dá tempo de seguir todo esse processo. Na verdade, a maioria deles não dá. O relógio desperta e a gente já tem de pular da cama, mesmo querendo ficar por mais algumas horas. E lá vai você tomar banho, se arrumar, engolir o café da manhã e partir para a labuta. Praticamente acorda quando já está no caminho ao trabalho ou dentro da sala de aula.

No meu caso, quando isso acontece, acordo mesmo dentro do carro, afinal tem de estar bem acordado para dirigir nesse transito cada vez mais insano, a primeira coisa que faço quando entro no carro é ligar o som (o cinto de segurança e ligar o carro mesmo vem na sequencia!).

Para esses dias que acordar não é só fisiológico, mas sim uma obrigação, música alegre faz toda a diferença. Skank, Acima do Sol.







segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Música contra o Tédio | Sugestão #01

Tédio: “s.m. Sentimento de aborrecimento, nojo, desgosto. Sentimento enfadado provocado pela demora no desenvolvimento de alguma coisa. Sentimento de aversão, de desgosto sem causas aparentes”.

Um bom tema pra escrever no domingo á noite assistindo Fantástico. O mais puro tédio, não só pelo 72 canais que você tem sem nada de interessante, mais por ser domingo, onde você se sente na obrigação de descansar porque vai ter uma semana inteira de muito trabalho pela frente. E também pelo calor, que aumenta a inquietude e como consequência parece aumentar exponencialmente a sensação de tédio. Tédio também faz você querer estar em outro lugar...


O tema dessa semana vai trazer músicas que vão lutar contra o tédio. Em particular, eu adoro essa sugestão. Quem nunca passou um dia de tédio no trabalho, lembrando de bons momentos vividos com amigos? Fica a dica: Groove Armada, My Friend.






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Musica para Estrada | Sugestão #01

Se tem uma coisa que gosto nessa vida é pegar estrada. Se for dirigindo, melhor ainda. Aprendi dirigir muito cedo, com meu pai me colocando no colo (demorei um pouco ainda a alcançar os pedais) para manobrar a velha Brasília da família na garagem da fazenda. Meus braços abertos mal conseguiam segurar aquele volante tão grande. Mas foi com o Chevette azul é que tomei gosto pela direção e era com ele que sonhava em pegar a BR381 e ir dirigindo para ver até onde ia dar. Na fase de adolescente rebelde, o que eu queria era mesmo fugir e chegar (sabe-se lá Deus como!) nas tão famosas highways.

Com o passar dos anos, pegar estrada virou rotina, me mudei para BH (só ai já eram 300 km de estrada pra ir ver a família) e passei a viajar com mais frequência. Férias sem estrada não são férias. E o trabalho também requer um pouco de estrada de vez em quando. Sou a primeira a me voluntariar a levar os amigos em casa e a sair de viagem a trabalho.

Pegar a estrada me faz muito bem. São horas para pensar na vida, sentir-se livre e nostálgica, admirar a paisagem, ouvir música e cantar. Cantar alto, porque ninguém está te ouvindo, ou cantar para embalar os sonhos e planos que vão surgindo com conversas imaginárias com você mesma. Tudo parece se resolver tão rápido na estrada... Minha sugestão dessa semana é perfeita pra quem quer pegar a estrada e ficar com aquela nostalgia de um passado bom e de futuro cheio de surpresas que ainda estão por vir. Avicii, Hey Brother.






segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Música para Dançar na Chuva | Sugestão #1

Em tempos de verão e calor não conseguimos escapar dela: Chuva. E muitos significados vêm com ela... lavar a alma, refrescar o ambiente, transformar, deixar aquele cheirinho de terra molhada no ar, vida, força, uma certa melancolia e tudo mais que a água pode representar.

Particularmente odeio sombrinhas e guarda-chuvas. Ainda não descobri uma forma de carregar esses trambolhos sem molhar o que tenho na bolsa ou sem mesmo esquecê-los em algum lugar. Quando você leva não chove e quando você esquece, parece que São Pedro está dando uma festa no Céu... Sempre foi assim e como consequência já me molhei muito nessa vida...

O engraçado nessa história é que nunca tomei um banho de chuva como aqueles de novela, com beijos apaixonados, pessoas sorrindo e um sol surgindo no fundo formando um belo arco-íris. Também nunca presenciei nada parecido. Coisas do destino. Dançar na chuva de fato é uma cena tipicamente de filme (quem não se lembrou de “Dançando na Chuva”?!) ou de clipes dos anos 80. Gosto mais da segunda opção. E já me peguei algumas vezes imaginando como seria esta cena na vida real: um casamento feliz, uma perda dolorosa, um solo de arrepiar e a chuva, quase a artista principal nesse vídeo...

Alguém se lembrou de um clássico? Senhoras e Senhores, November Rain – Guns and Roses.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Música para Recomeçar | Sugestão #01


Recomeçar: particularmente acho que é uma das palavras mais bonitas e esperançosas do nosso vocabulário. É pensando nela que criamos a esperança de, ao fechar um ciclo, poder fazer diferente, com mais sabedoria e levando na bagagem os erros e acertos e assim, fazer melhor.

O recomeço nem sempre é fácil, principalmente quando ele tem de ser feito nas mesmas circunstancias em que vivemos: sem mudar de casa, sem mudar de cidade, sem sair do trabalho, sem se afastar dos amigos e família.  É esse recomeço que nos desafia, de um lado a rotina e o comodismo e do outro a necessidade de fazer diferente, de soltar as amarras, respirar fundo e recomeçar.  De fato, quem nunca precisou de um tempo para colocar as idéias em ordem, pensar na vida, organizar os sentimentos, mudar de rumo e... recomeçar? E a sensação de um recomeço é inexplicável... tenho momentos incríveis recomeçando...o fim da faculdade, um novo namoro, uma casa nova, um livro que parei no meio e voltei a ler, uma viagem... e tudo isso sempre embalado com músicas muito especiais.

E na música isso não é diferente, começos, fins e recomeços são exemplos de que a persistência pode gerar bons frutos. E é com toda essa vontade de recomeçar que CPM22 me fascina até hoje. Tarde de Outubro. Enjoy.




sábado, 8 de junho de 2013

OMG! O tema dessa semana foi bem desafiador... música para o Dia de Diva.
Bom, depende... qual diva? Tenho algumas na minha vida e passam bem longe do estereótipo de Diva que a mídia tem ...nada de glamour, pelo contrário, as mulheres mais lindas que conheço (por dentro e por fora) são as que prezam pela simplicidade, não só no estilo de vida, mas nas atitudes e no seu dia-a-dia.
Contudo, todas nós mulheres sonhamos com um dia de Diva, seja no nosso aniversário de 15 anos, no casamento (onde o noivo é mero coadjuvante) ou no nascimento de nossos filhos.... mais que Divas, mulheres fortes e que querem apenas um dia assim pra si...especial como tem de ser... paparicadas e sentindo-se lindas...  isso é bom, mas melhor ainda é se sentir assim todos os dias...
Com tanto sentimento de Diva, uma música da mais bela diva do Rock... Janis Joplin, Merceds Benz
Bons Sons!

sábado, 1 de junho de 2013

Música para o Frio | Sugestão #06

Sou muito suspeita pra falar de Músicas para o Frio. Simplesmente adoro. Sou do sul de minas e acreditem, já passei muito frio indo pra escola ou aproveitando as festas no Parque de Exposições em Julho (alíás, esse Parque fica em um dos bairros mais frios de Três Corações, o Jardim América). Nesse caso, "a velha e boa pinga com mel no bambuzinho" ajudava esquentar o peito...rsrsr bons tempos...

Não sou parametro para nenhuma regulagem de ar condicionado, e acho que quem sente frio em exagero deve ter um blusa de frio por perto. Milhões de razões para amar o frio: você não transpira e fica com aquela cara de acabada no meio do dia, a gente se veste melhor, mais elegante (que digam os europeus!), fora a alimentação, que fica melhor....

Mas o frio também traz para algumas pessoas uma certa melancolia, talvez do calor do verão, e pensando nisso, uma classica música para os dias de Frio: Djavan, Nem um Dia (Um Dia Frio)

Bons sons!



sábado, 25 de maio de 2013

Música Para Cantar No Chuveiro | Sugestão #06

Quem gosta de música fatalmente canta no banheiro. Não há duvidas sobre isso. Mas música pra cantar no chuveiro tem que ter emoção. É aquele momento que você coloca na voz toda a emoção pra relaxar, seja um dia estressante ou pra exaltar alegria. Também tem aqueles que cantam no chuveiro dores de cotovelo, música “chiclete” ou ainda aquelas clássicos dos anos 80/90.

Cantar no chuveiro é um momento íntimo, que a gente não pensa se a voz é ruim, se tá no tom, se tem alguém escutando e se a dança debaixo do chuveiro é ridícula ou não. Mas que é divertido e que lava a alma, isso todo mundo sabe e quem não faz, não sabe o que está perdendo. “Quem canta seus males espanta”.

Várias são as músicas que adoramos cantar no chuveiro. Particularmente, aquelas que saúdam a vida e a felicidade, me atraem mais. Como essa sugestão ai embaixo, (alguém lembra da cena no filme “As branquelas”?):


sábado, 18 de maio de 2013

Música para Não Tocar no seu Casamento | Sugestão #06

Adorei o tema dessa semana. Hilário, no mínimo. E claro, com a mente criativa que tenho, não deixei de imaginar a cena do padre perguntando se alguém tem algo a dizer que “fale agora ou que se cale para sempre” e alguém levanta e faz uma revelação bombástica. Coisas de novela. Só de pensar me dá uma vontade interna de rir descontroladamente.
Mas, voltando ao tema: músicas para não se tocar no casamento. Depende, claro, do casamento, de quem, mas tocar a musica que lembra seu ex, por exemplo não é uma boa. Ou aquela que você lembra do seu cãozinho que faleceu. Ou ainda a que só sua tia de 4º Grau ou sogra gostam....Imagina aquela que te lembra algo muito engraçado? Crise de riso na certa hahahaha...

Não faço aqui distinção de música, gosto é gosto e ninguém se discute. Os casamentos mais lindos que presenciei tiveram músicas nada convencionais, como “Nothing Else Matters” do Metállica ou ainda “Pra sonhar” do Marcelo Jeneci.

A dica dessa semana vem em um tom bem... bom... é... melhor ouvir.... Lista de Casamento, Móveis Coloniais de Acaju:


sábado, 11 de maio de 2013

Música para Mães | Sugestão #06


Mãe é mãe. Não ouso questionar nenhuma de suas ações, e algumas vezes só entendemos depois de adultos (e/ou quando virarmos mães). A dedicação, as horas de sono perdidas, as preocupações, tudo que falamos aqui no 50 Semanas de Música durante a semana. A minha foi guerreira demais, criou três filhos praticamente sozinha, tendo a agricultura como fonte de sustento da família. Ela gerou eu e meu irmão do meio depois dos 40 anos e não foi a idade e nem a ausência do meu pai que impediu que nós tivéssemos de tudo. Foi de longe fácil pra ela e claro que sofremos, mas um milésimo do que ela sofreu para nos criar. Merece o título de heroína com direito a capa e poderes mágicos.

Confesso que na minha adolescência sofri um pouco com a diferença de idade entre a gente. Tive que aprender ao longo do tempo que idade não significa muita coisa, que amor e respeito é mais importante que isso. E provas de amor eu tive várias. Quando me mudei pra BH, ia quase todo fim de semana pro interior e todo domingo a noite era a mesma cena na rodoviária de Três Corações: o ônibus chegando, eu esperando todo mundo entrar e as duas já ficando com aquela cara de “cachorro que caiu da mudança”. O motorista já até nos conhecia, ela recomendava a ele que tomasse conta de mim durante a viagem. Coisa de mãe. Depois, um abraço apertado, um “Bença mãe”, um “vai com Deus, liga quando chegar” e as duas chorando no final.

Com o tempo a gente acostuma com a distância, vai tocando a vida, construindo as próprias conquistas, mas a melhor parte é saber que o quer que aconteça ela ainda está lá. Me nego a pensar que um dia não estará mais. Um colo quentinho, porto seguro que vai mover montanhas pra me ver feliz e que espera ainda ser mãe de novo (fica aqui minha responsabilidade de presenteá-la com um netinho, rsrs).

Além dela, todas as outras mães que me ajudaram a crescer merecem essa homenagem. Uma música com muito carinho. Ciclo, Jorge e Mateus.


 

sábado, 4 de maio de 2013

Música para Trabalhar | Sugestão #06

Começo o post com uma afirmação bem convicta: amo meu trabalho. Lidar com pessoas, com problemas, sair de casa e ir para uma ambiente com pessoas em que você pode se relacionar, pode compartilhar e pode se divertir, sem deixar de colocar a mão na massa. Claro, tem coisas chatas pra se fazer, mas nem o melhor trabalho do mundo deixaria de ter. Faz parte.

De todas as teorias de motivação no trabalho, acredito naquelas que afirmam que o salário não é tudo. Depois de alguns anos de formada e já numa posição mais estável, outras coisas me fazem encarar o dia-a-dia do trabalho com mais tranquilidade. Horário flexível é um exemplo disso. Levaria um tempo para me adaptar a um trabalho com horário marcado, sem possibilidade de atrasos e ainda que tivesse que acordar muito cedo. Sofreria com certeza, pois prefiro chegar um pouco mais tarde e aproveitar todos os segundos a mais na minha cama do que enfrentar um ônibus lotado no horário de pico.

Outra coisa que me faz trabalhar feliz é ter trabalho. Ficar à toa, contando os minutos para bater o cartão, vendo a hora passar e reclamando da vida no Café, realmente não faz o meu tipo. Particularmente não entendo como tem gente que consegue fazer isso. Se não houver trabalho, certamente meu tempo livre será útil de alguma forma e provavelmente estarei com o fone de ouvido ouvindo música. 

“O trabalho dignifica o homem”, já dizia Karl Marx, melhor ainda se for com música boa. Minha dica de hoje, em homenagem a todos os trabalhadores, é Seu Jorge, Trabalhador.




sábado, 27 de abril de 2013

Música para Revolução | Sugestão #06

Quantas revoluções já vivemos e quantas mais teremos até que consigamos a paz mundial? Será que um dia isso será possível? Admiro a coragem daqueles que participaram de lutas armadas e que deram a vida por revoluções que trouxeram evoluções políticas, econômicas e sociais. Reflexões a parte, sou adepta mesmo é de movimentos pacifistas, pois acredito que  lutas armadas e violência resolvem os problemas em pouquíssimos casos. Prova disso são estes dois exemplos fantásticos no mundo.

O primeiro, Mohandas Karamchand Ghandi, líder espiritual e pacifista indiano, atuou em defesa da minoria hindu que vivia lutando pelos direitos iguais na África. Ao retornar para a Índia começou uma campanha pela paz entre hindus e muçulmanos e contra o domínio britânico na Índia. Gandhi defendia a criação de um estado autônomo, era contra a violência, defendeu e praticou formas pacíficas de protesto como passeatas, retiros espirituais e jejuns. Teve atuação importantíssima no processo de independência da Índia, mas foi assassinado por um extremista hindu.

Outra figura que admiro é Nelson Mandela, um ativista que lutou pelo fim da segregação racial sul-africana (apartheid), onde negros, mestiços e hindus não tinham direitos políticos e econômicos. Nelson formou-se em direito e logo no período estudantil já fez parte de movimentos contra as injustiças de seu país. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua acusado de sabotagem e conspiração contra sua nação. Ficou 27 anos preso e não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Em 93 foi condecorado com o Premio Nobel da Paz, sendo reconhecido também com movimentos pela luta contra a AIDS.

Não poderia deixar de falar aqui no 50 Semanas de Música de um movimento, também pacifista, que mudou a história da música: Woodstock. Eu queria ter nascido nessa época. Ter feito parte disso. O Festival foi único e lendário por exemplificar a cultura hippie e a contracultura do final dos anos 60, trazia como lema “Três dias de amor, paz e rock’n roll”. Apesar do final de semana chuvoso e da falta de infra-estrutura, Woodstock marcou um época.

Contudo, não só de movimentos pacíficos vivem as revoluções. Elas marcam vidas e sonhos de toda uma geração. Uma visão bem forte e nada pacifista do que a evolução pode nos trazer é a minha sugestão para o tema dessa semana:  Pearl Jam - Do The Evolution.




sábado, 20 de abril de 2013

Música para Memória de Peixe | Sugestão #06

Nesta semana logo que comecei a pensar na música que iria postar, encontrei uma perfeita, mas adivinha? Esqueci. Só sei que ela era ótima. Quem mandou não anotar...
Sempre tive uma memória boa, consigo lembrar de fatos específicos de anos atrás, nomes, cidades, detalhes da aula de história. Isso sempre me ajudou, seja na faculdade, na vida pessoal ou no trabalho.
Mas todos nós temos alguém com memória de peixe por perto. No meu caso, uma pessoa muito próxima. Impressionante como ele tem habilidades tão desenvolvidas de lógica, programação e análise de sistemas complexos, mas não lembra se almoçou, o que fez no final de semana passado, como chegar a lugares que já foi antes. Tão esquecido, que já fui esquecida por ele na recepção do prédio e depois de 55 minutos tive de lembrá-lo que ainda o estava esperando. Já me acostumei com isso e como tenho boa memória, lhe ajudo a lembrar das coisas. Faz parte.
Memória de peixe tem seu lado conveniente: esquecer compromissos sem importância, esquecer pessoas chatas, esquecer o que fez na noite passada, esquecer rancores, amores e decepções. Esquecer daquela prova que você não foi bem, esquecer daquela matéria que você odiava. Esquecer da sua senha de trabalho e do dia da semana quando você está de férias (!). Esquecer da hora quando se está bem acompanhado, esquecer da saudade que se tem de alguém. Esquecer da vida vendo o sol se pôr ou conseguir esquecer de tudo por um momento e limpar a mente pra pensar melhor. Para esses esquecidos, nada melhor do que Snow Paltrow, Chasing Cars.
Sabiamente, não devemos esquecer de tudo sem aprender algo antes, afinal o que você quer esquecer agora pode ser importante no seu futuro de alguma forma. Contudo, tem horas que é melhor admitir convenientemente o lado bom da memória de peixe e, como na sugestão dessa semana, cantar bem alto com Skank, Vou Deixar: 






sábado, 13 de abril de 2013

Música para Rifar o Coração | Sugestão #06

Quem nunca sofreu de amor que atire a primeira pedra... Que os durões e insensíveis me perdoem, mas eis um tema que prova bem no fundo do coração como é difícil viver a vida. Esse sentimento que nos leva a agir de maneiras estranhas, como inventar apelidos e eleger a música perfeita, pode ser muito sacana. Levar um fora, ou na melhor das hipóteses dar um, pode ser muito doloroso. Abre feridas que talvez não cicatrizem nunca, mas que com certeza não mataram e não matarão ninguém, afinal alguém já ouviu “fulano morreu de amor”?
Depois do susto de uma separação, vale a pena fechar para balanço por um tempo para reabrir em grande estilo. Nesse período pode chorar, se descabelar, achar que nunca mais vai amar ninguém, ir pra terapia e dar muito trabalho para os amigos que aguentam firme com você essa ladainha.
Querer rifar o coração depois disso é mais do que normal, afinal nenhum ser humano foi feito para ficar sozinho. Daí vale sair com os amigos até para comprar leite na padaria. E esse já foi o meu lema durante um tempo. O importante é não ter medo de ser feliz e de quem sabe ter que passar por tudo isso novamente. Toda panela tem sua tampa e mesmo que você seja um frigideira, haverá de encontrar alguém.
Durante a semana o 50 Semanas de Músicas passou pelo melhor do cenário nacional, mas internacionalmente também temos algumas pérolas do pop rock que poderiam ser ouvidas:  Cry me a River do Justin Timberlake, Irreplaceble da  Beyoncé ou ainda Fuck You do Cee Lo Green.
Mas minha sugestão é daquelas que todo mundo sabe cantar e acaba se identificando em alguma parte e merece ser ouvida com uma dose de tequila: Bruno Mars, Grenade.




sábado, 6 de abril de 2013

Música para Ninar | Sugestão #06

Quando vi que o tema dessa semana iria ser Música para Ninar, confesso que fiquei pensando o que poderia escrever. Me lembrei de várias coisas boas da minha infância: cresci e morei em fazenda no interior de MG até meus 17 anos, animais, frutas colhidas no pé, comidas caseiras, queijo com goiabada, acordar cedo pra ir para a escola naquele friozinho de inverno foram algumas lembranças que apareceram com um toque de saudosismo de tudo que vivi no interior.

E no meio dessas lembranças também vieram as canções de ninar. Meu pai nunca teve jeito pra isso, pouco me lembro das vezes que ele colocou eu e meu irmão na cama. Aliás, só me lembro dessa cena com ele quando a gente dormia no carro e ele literalmente nos carregava para cama, então a voz que ainda ouço é de minha mãe, cantando as clássicas músicas de ninar, como "Boi da cara preta", mas uma em especial, me fazia ter menos medo do escuro e do bicho papão que se escondia debaixo da minha cama:  "mãezinha do céu, eu não sei rezar, só sei te pedir, só sei te implorar. Azul é teu manto, branco é teu véu, mãezinha eu quero te ver lá no céu..." Mãe é mãe, enfrenta monstros, cuida, puxa a orelha e ensina a viver... e a minha fez seu papel muito bem.

Mas, como ainda não sou mãe para repetir essas canções, ninar hoje também tem um outro significado pra mim. É poder estar com quem se ama e dar, ou receber, colo que só um amor ou um amigo verdadeiro podem oferecer naquelas situações que a carência ou a tristeza quase derrubam a gente. Ninar é fazer aquele cafuné gostoso e dizer para alguém bem baixinho que tudo vai ficar bem, e diante dessa tranquilidade, cair no sono e sonhar com dias melhores.

A minha sugestão para o tema dessa semana já me fez adormecer várias vezes, sempre me dando a certeza de que sou mais forte que o bicho papão debaixo da minha cama e que o tempo definitivamente é o melhor dos remédios. 

Foo Fighters, Everlong.


sábado, 30 de março de 2013

Músicas para Ouvir no Táxi | Sugestão #06

Há alguns anos trabalhei por quase seis meses no RJ: ia sempre no domingo à noite e voltava pra BH na sexta-feira. Confins e Galeão quase se tornaram minha casa. Usei muitos taxis e no final, minhas histórias eram de rir, ou de chorar. Sabia que sempre teria uma emoção diferente. Passei por tudo que se possa imaginar: taxistas loucos, que dirigiram muito mal, aqueles que queriam conversar e saber tudo da minha vida, aqueles que queriam dar “voltinhas” comigo, cantadas (essas foram os piores momentos, pois você literalmente não tem pra onde correr!) conselhos amorosos e financeiros .... e sempre ao fundo uma música no rádio do carro.
Primeira certeza que tinha ao entrar no taxi: nunca estaria tocando uma música da qual eu gostasse e se estivesse, o taxista iria desligar o radio ou rapidamente mudar de estação, fazendo do silêncio uma agonia sem fim. Não que o meu gosto musical seja tão especifico ou tão refinado assim, mas raríssimas foram as vezes que pude voltar pra casa ouvindo uma boa música e aproveitando a viagem. Tenso.
Acreditem, taxistas na maioria das vezes acham que você tem uma necessidade social de se comunicar além de dizer o endereço que você quer chegar. Isso inclui seu status no facebook, sua naturalidade, família, preferencias futebolísticas e, em alguns casos, religião e política. E pras horas como essa, meu Ipod ou celular me salvavam.
Nessa época a saudade de casa, da minha cama e do meu chuveiro eram gigantes e sempre voltava imaginando que o tele transporte poderia existir (evitando assim a segunda viagem de Confins a BH) e com isso, nunca mais seria necessário usar um taxi. Por isso, a música sugerida pra fechar essa semana vem com um tom melancólico, mas com uma pontinha de retorno pra casa.

Kings of Leon, Back Down South:

quinta-feira, 21 de março de 2013

Música para Roubar Banco | Sugestão #04

O tema dessa semana traz ao 50 Semanas de Música aquela vontadezinha que seja de ter muito dinheiro pra gastar. Não estamos aqui fazendo apologia ao crime, muito menos falando de ética, conspiração ou sobre o trabalho como meio de dignificação do homem, pelo contrário, roubar um banco vai contra todos os princípios e valores da maioria da população, além de dar muito trabalho: planejamento, armas, disfarces, horas de observação, rotas de fugas, material e até mesmo identidades falsas para uma possível fuga internacional.

É, isso é o que a gente vê em filme, mas tem cada camarada corajoso nessa vida... incontáveis foram as notícias que li essa semana para falar sobre o tema, várias delas com ladrões só com a cara e a coragem...e se deram mal, claro.  Mas como “sonhar não custa nada” e olhando pra nossa realidade onde bancos praticam taxas impagáveis, um roubo no estilo do Robin Hood seria, no mínimo, inusitado. Meu lado de “justiceiro” me faria ficar tentada a aceitar uma proposta desse tipo, mas acho que não teria condições de me envolver num episódio desse porte, sou atrapalhada e com certeza seria aquela que dispararia o alarme e faria toda a polícia chegar na hora do roubo. Seria presa facilmente.

Vários e vários filmes já relataram roubos engenhosos, misteriosos, com ou sem emoção e cá entre nós, quando assistimos esses filmes sempre pensamos que “ahhhhhh, sério que eles tão fazendo isso e ninguém percebeu?” ou ainda “não acredito que seja tão óbvio assim?”.

Algumas trilhas famosas como o 007 James Bond e Missão Impossível com o Limp Bizkit caberiam bem nesse tema, mas para um momento de pura adrenalina, tenho uma música com uma ritmo intenso: Faint, do Linkin Park:




sábado, 16 de março de 2013

Música para TPM | Sugestão #06

Começo o post de hoje elogiando a equipe do 50 Semana de Música: quantas sugestões, agrados e mimos... uma sensibilidade masculina aguçada nessa semana com todos falando de como não é fácil entender, que nossos desejos devem ser realizados e que nunca devemos ser contrariadas... Particularmente, não sou daquelas que tem uma TPM forte: fico meio inchada, as vezes dor de cabeça e vontade de comer chocolate, uma leve sensibilidade com temas mais emotivos, mas nada de instinto matador. Sou do tipo que quer ficar quietinha debaixo do edredom.  

Ahhhhh.... a TPM... difícil é viver isso intensamente na prática e trago dois exemplos para ilustrar o dia-a-dia extremo desse assunto. Utilizo aqui nomes fictícios, mas qualquer semelhança com a vida real, não é mera coincidência.

Desde que me entendo por gente, Nanda é minha amiga. Estudamos juntas por um bom período, saíamos juntas e já há alguns anos acabei sendo madrinha de casamento dela. Ela mudou de cidade, veio o primeiro filho, o segundo e o terceiro. Todos homens. E mais o marido.  Imaginem a situação: uma mulher de TPM com quatro homens a sua volta. Coitados. Acumular as funções de mãe, esposa, irmã, filha, dona de casa e professora de educação física não é pra qualquer uma e ser compreendida por todos, muito menos. Heroína e guerreira.

Meu segundo herói, conheci através de outro amigo. É casado, com quatro filhas, a mais velha já entrando na adolescência. Esse sim já sofre com a TPM severa da esposa e sofrerá muito mais daqui há alguns anos quando todas as suas cinco mulheres estiverem de TPM ao mesmo tempo. Enlouquecedor. Já recomendaria iniciar terapia para dar conta do recado. O jeito será chegar sempre em casa com uma caixa de chocolates, já que certamente todas as semanas da sua vida serão um desafio à sobrevivência masculina.

Mas o que ninguém falou ainda é de como nós mulheres usamos isso como desculpa. Tá triste, é TPM. Tá chata, é TPM. Tá manhosa, é TPM. Tá louca, é TPM. Isso pode soar como chantagem emocional, mas, afinal tudo tem que ter uma lado bom (não é, meninas?) e acreditem, quando isso acontece é com a melhor das intenções. Não há nada melhor do que ganhar atenção e carinho dos homens ao nosso redor (com ou sem TPM).

Indiscutivelmente, nunca seremos decifradas, mas esse é o “colorido” que damos à vida.

Pra todas nós que já tivemos vontade de fugir e jogar tudo pro alto por causa da TPM, fecho a semana com duas músicas de uma banda que gosto muito: Aerosmith, Girls of Summer e Crazy.






sábado, 9 de março de 2013

Música para Malhar | Sugestão #06

Malhar nunca foi o meu forte, sempre preferi atividades intelectuais e de fato, esse tipo de tarefa não está diretamente ligada a exercícios físicos e a um consumo alto de calorias. Mas como o homem não vive só de pensamento, me esforço pra ter uma vida saudável e pelo menos um pouco de condicionamento físico, afinal, todos vamos precisar disso quando a idade começar a chegar... 

Nos últimos anos tenho tentado encontrar uma atividade que traga prazer e algum resultado pra saúde. Sou daquelas que se encaixa na categoria “esforçada” quando o assunto é malhar e já tentei de tudo um pouco, mas confesso que o clima de academia não me agrada muito. Mas no final, depois de tanto experimentar, o que tem me agradado mais é a corrida, isso desconsiderando a chatice de ficar em cima de uma esteira (chato, muito chato mesmo, mas necessário) e diante desse desafio, meu ipod tem que ter algo a altura: Foo Fighters com White Limo, Jeremy do Pearl Jam, I am the Highway, do Audioslave, entre outras.

Mas minha dica, já que algumas pessoas precisam de um estimulo a mais pra malhar (não que eu seja uma delas.... aham!), fecha a semana num clima de “pede pra sair!”, com Tropa de Elite do Tihuana:


Com certeza essa é “a música” para Malhar muito!




sábado, 2 de março de 2013

Música para os Dias de Cão | Sugestão #06

 Não me considero uma pessoa azarada, nunca quebrei um espelho (aqui não estou contando os copos de vidro que quebro sempre...) e não acredito em má sorte por cruzar com gato preto (aliás, já tive alguns), mas já passei por situações que deixam a gente com aquela sensação de que “isso só acontece comigo mesmo” e nesses dias nem penso em olhar pro céu e perguntar “será que mais alguma coisa ainda vai dar errado?”, porque certamente algo ainda acontecerá.

Algumas situações já atraem naturalmente “dias de cão”, como alugar um apartamento com imobiliária. Tudo que eles podem fazer para deixar o seu dia menos agradável, eles farão e claro, você ainda recebe o mau atendimento personalizado de acordo com sua comprovação de renda. O meu aluguel não foi diferente.

Outras situações são propícias para nos fazerem lembrar que a vida não é sempre um mar de rosas: chuvas de verão quando vc está de branco e deixa o guarda-chuva em casa, transito pesado e você num ônibus lotado com todas as janelas fechadas, reforma de casa (sua, ou pior, a do vizinho!) ou ainda seu chefe com a meta não alcançada, a namorada/amiga de tpm (sim, nós mulheres já fizemos alguém ter um dia de cão....), consultas médicas, shopping dias antes do Natal, um pneu furado ou simplesmente “putz, a gasolina acabou”...

Para esses dias onde você se depara com uma boa ironia do destino, uma pitadinha de sarcasmo sempre cai bem, mas só nos resta dar risada e aproveitá-los como “contos” numa mesa de bar. Com bom humor as coisas ficam mais fáceis, melhor rir de tudo que possa ter acontecido e pensar que poderia ter sido pior (acredite, sempre terá um jeito de ser pior...), com esse lema, para estrear no blog e fechar a semana, nada melhor que “Dog Days Are Over”, da Florence and The Machine (já confirmada no line up do Rock in Rio!).


Uma comemoração com estilo para o fim de um dia de cão, porque, afinal, no dia seguinte tudo sempre volta ao normal.