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sábado, 13 de abril de 2013

Música para Rifar o Coração | Sugestão #06

Quem nunca sofreu de amor que atire a primeira pedra... Que os durões e insensíveis me perdoem, mas eis um tema que prova bem no fundo do coração como é difícil viver a vida. Esse sentimento que nos leva a agir de maneiras estranhas, como inventar apelidos e eleger a música perfeita, pode ser muito sacana. Levar um fora, ou na melhor das hipóteses dar um, pode ser muito doloroso. Abre feridas que talvez não cicatrizem nunca, mas que com certeza não mataram e não matarão ninguém, afinal alguém já ouviu “fulano morreu de amor”?
Depois do susto de uma separação, vale a pena fechar para balanço por um tempo para reabrir em grande estilo. Nesse período pode chorar, se descabelar, achar que nunca mais vai amar ninguém, ir pra terapia e dar muito trabalho para os amigos que aguentam firme com você essa ladainha.
Querer rifar o coração depois disso é mais do que normal, afinal nenhum ser humano foi feito para ficar sozinho. Daí vale sair com os amigos até para comprar leite na padaria. E esse já foi o meu lema durante um tempo. O importante é não ter medo de ser feliz e de quem sabe ter que passar por tudo isso novamente. Toda panela tem sua tampa e mesmo que você seja um frigideira, haverá de encontrar alguém.
Durante a semana o 50 Semanas de Músicas passou pelo melhor do cenário nacional, mas internacionalmente também temos algumas pérolas do pop rock que poderiam ser ouvidas:  Cry me a River do Justin Timberlake, Irreplaceble da  Beyoncé ou ainda Fuck You do Cee Lo Green.
Mas minha sugestão é daquelas que todo mundo sabe cantar e acaba se identificando em alguma parte e merece ser ouvida com uma dose de tequila: Bruno Mars, Grenade.




sexta-feira, 12 de abril de 2013

Música para Rifar o Coração | Sugestão #05

Hoje vou trapacear e não postarei um texto meu. Explico!!!

Confesso que fiz um lobby para a inclusão do tema dessa semana. Não porque estou sofrendo de amor (quem nunca?), mas sim, porque desde o dia que vi o documentário Vou Rifar o Coração da Ana Rieper, todas as histórias contadas ficaram guardadas no coração. As dores de amor cantadas pelos artistas da música popular romântica no Brasil estão no imaginário popular e qualquer pessoa em algum momento da vida sentiu a verdade e se identificou em alguma dessas músicas. Não há vergonha nenhuma nisso!

Particularmente, poderia falar sobre as dores de amor, ou falar sobre algum o Odair José, Wando... ou mesmo contar algum momento em que meu coração também chorou; mas ao mesmo tempo não poderia me emocionar menos com palavras tão verdadeiras quanto as que encontrei na crítica sobre filme feita pela Thais Vieira para o Cinema de Buteco. Espero que gostem!

Ah! A música de hoje dá nome ao tema dessa semana: Vou Rifar Meu Coração, Lindomar Castilho.


CRÍTICA ORIGINALMENTE PUBLICADA no Cinema de Buteco em 04/08/2012, por Thais Vieira.


NÃO SOU DE ESCREVER RESENHAS EM 1ª PESSOA, mas Vou Rifar Meu Coração tem um toque especial e merece um post assim.
Minha infância foi embalada ao som do cancioneiro popular, que fazia a trilha sonora de uma dona de casa, que no caso é a minha mãe. Antes de se casar com o meu pai, ela veio do Piauí com 18 anos e trabalhou em alguns lugares, inclusive uma gravadora bem famosa nos anos 80, a Discos Copacabana. Ou seja: o acesso à música romântica popular era enorme, ainda mais quando se trabalha diretamente com esses artistas. Essa influência veio à tona quando eu tinha uns três, quatro anos, e é uma das mais gostosas lembranças da minha vida. Fui assumir que tenho um pézinho no brega depois de completar meus 20 e tantos anos. Jamais assumiria esse fato durante minha adolescência rock’n'roll! O que era vergonha, agora tornou-se um orgulho.
O filme foi atrás de pessoas da mesma origem que a minha mãe: gente simples, sonhadora, apaixonada e com o sonho de encontrar o amor de sua vida. Essa galera é movida pelo som feito por pessoas cuja vida não foi tão diferente, talvez com um pouco mais de sucesso. O amor pela música denominada brega vem da coincidência da letra com seus sofrimentos e casos amorosos.
No documentário, todos os artistas afirmaram que já sofreram por amor, e isso sempre será a fonte de inspiração de suas composições. Um deles (Lindomar Castilho, autor da canção que intitula o documentário) assassinou a esposa por ciúme. Outros grandes cantores dão seus depoimentos no documentário: Agnaldo Timóteo, Amado Batista, Nelson Ned, Waldick Soriano, Odair José, Evaldo Braga e outros. Chorei quando vi o Wando falando sobre as dores do amor, cuja cena veio seguida de “Moça”.
Um dos pontos legais e até um pouco polêmico é quando falam que são considerados bregas por causa de suas origens simples. O grande Odair José chega a questionar sobre Chico Buarque, já que suas músicas são adoradas pela elite, mas se fosse de origem pobre, seria um cantor brega também. Como Odair disse “a dor do amor atinge a todas as classes sociais, a diferença é que o pedreiro chora em uma casa de merda e o médico sofre num apartamento de frente para o mar”. Esse cara é genial!
O filme é recomendado pra quem já sofreu por amor, pra quem curte um brega, pra quem se interessa pela cultura nacional ou para quem apenas gosta de música. É super divertido, encantador, modesto e a sua trilha sonora é perfeita. Se isso é música ruim, vou dizer as palavras de Tom Zé: o nosso lixo é o melhor do mundo! Viva a verdadeira música popular brasileira! 
É claro que lhe darei 5 caipirinhas, com direito a um som de Amado Batista rolando na Juke Box do Buteco.




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Música para Rifar o Coração | Sugestão #04

Rifar o Coração, pode ser que morra pobre e sem amor, ou rico e com alguém. Será que há quem pague o preço?

Quando me veio esse tema, logo lembrei daquela música sertaneja:


"Eu vou fazer um leilão
Quem da mais pelo meu coração
Me ajude voltar a viver
Eu prefiro que seja você
Eu vou fazer um leilão
Quem da mais pelo meu coração
Me ajude voltar a viver
Estou aqui tão perto
Me arremate para você."

Leiloar o coração esperando que um determinado alguém arremate, bem sugestivo, não? Querer esquecer a pessoa amada, mas desejando-a. Querer esquecer e não conseguir, viver aquela fossa danada. Mas também tem aquela outra música, bem semelhante a esta: 

"Eu vou doar o meu coração, porque no leilão não tive nenhum lance
Dentro de mim ele sofre de Paixão
Só vai melhorar se ela me der outra chance"

Na música sertaneja, encontramos muitos exemplos dessa fossa, os compositores sertanejos devem viver em fossa, por que né? Sempre a pessoa amada vai embora, encontra outra pessoa... e fica aquela choradeira. Alguns exemplos:

"Em vez de você ficar pensando nele, em vez de você viver chorando por ele, pense em mim, chore por mim, liga pra mim"


"Choram as rosas porque não quero estar aqui, sem seu perfume, porque já sei que te perdi e entre outras coisas eu choro por ti..."

E o amor não correspondido vai deixando as pessoas fora de si:


"É o Amor, que mexe com minha cabeça e me deixa assim; que faz eu pensar em você e esquecer de mim; que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver."

As coisas vão ficando sem sentido, quando não se está com a pessoa amada, e pior ainda é quando você sabe que dificilmente terá essa pessoa de volta:


"Saiba que o meu grande amor hoje vai se casar, mandou uma carta pra me avisar, deixou em pedaços meu coração..."


Agora chega de fossa, blablablá, lenga lenga e vamos pra sugestão do dia. Se tá na fossa, bora sair, curtir a vida, que o tempo passa e com ele vai as tristezas, não vamos ser um Pierrot a chorar pelo amor de alguma Colombina. E quem for embora... que vá!

Pedra Letícia - "Libertas Que Sera Tamen"



Obs: Não tenho nenhum preconceito contra música sertaneja



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Música para Rifar o Coração | Sugestão #03


Há algum tempo venho repetindo este mantra:
"Crie cães, crie gatos, crie hipopótamos... Crie dinossauros. Mas não, não crie expectativas".
Na teoria, um belo mantra. O problema é quando ele falha. E falha!
Meus grandes momentos de deprê afetiva vieram de grandes expectativas geradas anteriormente. Sempre entrei de cabeça em relacionamentos, por mais que eles se mostrassem sem futuro. Foram poucas as vezes que eu fui mais racional que emocional. Também nunca medi forças pra conquistar alguém que eu queira de verdade. Nunca. Sempre me entreguei. Acho a batalha válida: aprendemos com a perda, e damos mais valor às vitórias.
Aprendemos? Há controvérsias, realmente. Ultimamente a vida sem expectativas amorosas tem sido mais fácil pra mim. Mas sempre rola aquela recaída, e me pego voltando a estaca zero.
Mas qual o mal em rifar o coração? Acredito que os momentos em que coloquei a prova os meus sentimentos só mostraram o quanto sou uma pessoa mais humana, de caráter, que preza pelos seus objetivos. Sabendo que você está seguindo o caminho certo, os resultados posteriores serão positivos, por mais negativos que eles pareçam ser.
E se der tudo errado?
Bom, no fim das contas, alguém tem que sofrer. E se esse sofrimento trará algum aprendizado (ou se a perda foi realmente grande) o melhor é sentir cada fisgada da dor e rifar logo esse coração. A dor passa, a experiência e o aprendizado ficam.

Músicas pra rifar o coração? Bom, tem pra todo gosto! Tem música antiga, como essa dos Scorpions... Tem música pra rifar o coração e cortar os pulsos, como esta do Bon Jovi... Acredite, música pra rifar o coração é o que mais tem por aí!
Porém recomendo demais este som abaixo. A letra fala por si só.
Barão Vermelho - Sorte e Azar

"Correr o risco, apostar num sonho de amor....

O resto é sorte e azar."



Saúde e paz!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Música para Rifar o Coração | Sugestão #01

Todo amor é marcado por uma música, e pior é quando essa música se transforma em algo doloroso, que nos remete a um sentimento não correspondido ou simplesmente um abandono. Eu já sofri de amor inúmeras vezes que até perdi as contas, e hoje em dia tem músicas que estão riscadas de minhas playlists, são totalmente proibidas.


“E de te amar assim, muito e amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.”

Soneto do Amor Total , Vinicius de Moraes


Quantas são as pessoas que amam demais, além do que podem e que doam suas vidas para uma outra pessoa que não sabe exatamente como cuidar de todo esse sentimento. Acredito ser uma dessas pessoas, visto que amo intensamente a ponto de ficar doente. Já sofri de amores, mais tão somente um me fez tão bem e tão mal.

É um amor que vai além da imaginação, amor que faz todo meu corpo responder a um impulso de loucura. E o pior de tudo, amor não correspondido.

Amar é ser ridículo... isso não quer dizer que seja feio, mas é fazer coisas que não se faz quando não se ama de verdade. Amar é pagar mico!

Chega um momento da vida que é necessário partir, sair desse estado emocional que tanto nos faz sofrer. Partir não significa deixar pra sempre, por que pra sempre é muito tempo e muito tempo é tempo demais pra ficar longe.

Se um dia voltar, prometo fazer por onde nunca mais perdê-lo!

Você não me ensinou a te esquecer, Caetano Veloso



PS: Esse post eu dedico ao grande amor da minha vida, que eu abandonei porque amava demais e não queria mais sofrer, se um dia você ler isso, saiba que hoje eu faria tudo diferente só pra ter você aqui. Cairia no ridículo e faria loucuras maiores que eu fiz...






domingo, 7 de abril de 2013

Tema #12 | Música para Rifar o Coração

Sinônimo de amar é sofrer?

Prezados e prezadas, esta semana o 50 Semanas de Música fala aos que sofrem de amor. E começa com esta bela e despretenciosa pergunta.

Aliás, você tem resposta pra ela? Tentar responder a esta pergunta provavelmente levará você de volta a momentos da sua vida. Quando colocar estes momentos na balança, o lado que mais pesar te ajudará a formular uma resposta. E se a resposta foi um triste e melancólico "sim", temos muito o que conversar.

Quantas vezes você já pensou o quanto poderia dar certo com determinada pessoa e não teve oportunidade de chegar perto? Ou viu uma relação muito importante pra você acabar com o tempo? Situações parecidas estão acontecendo agora com alguém, enquanto você lê este texto. Talvez com um conhecido. Talvez com você mesmo.

Sofrer por amor é o tipo de coisa que vai acontecer com você alguma vez na sua vida. Pense nas seguintes situações:

  • Tudo está indo muito bem na sua vida amorosa e, de uma hora pra outra, você nota que não era amor era cilada. 
  • A sua declaração de amor tão planejada resultou em um fora respeitável (ou humilhante, ou seco, ou sofrido, porém com todos os efeitos que o fora tem).
  • O personal trainer por quem você é apaixonada começa a namorar.
Provavelmente todos os casos acima vão terminar em leves doses de tristeza, ressentimento e até um possível choro.

Para a sua felicidade, podemos adiantar uma coisa: sofrimento por motivos amorosos tem cura. Cada paciente precisa de uma medicação diferente (choro no quarto, novos amores, barzinho com os amigos) mas a cura é certa. O problema é que antes da cura tem a "depressão pós pé-na-bunda", ou algum sentimento semelhante. Convenhamos: tem hora que é dificil não lamentar aquele amor perdido.

E, historicamente, música está envolvida nestes momentos. Seja no choro solitário ou na serenata de reconquista. E nossa equipe vai dar sugestões de músicas para lamentar esse amor perdido. Não prometemos que a pessoa amada voltará, mas não te deixaremos sofrer sozinho.
Não esqueça de deixar suas sugestões!

 

Equipe 50 Semanas de Música


P.S: O Tema dessa semana foi inspirado no documentário Vou Rifar Meu Coração (2011), da Ana Rieper, um filme que trata do imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da obra dos principais nomes da música popular romântica, também conhecida como música brega.