Acredito que nunca irei conseguir pensar, logo na primeira tentativa, em alguma música para acordar. Isso se deve a dois fatores essenciais:
1. gosto muito de dormir
2. tenho uma imensa dificuldade para acordar cedo (principalmente nos últimos tempos em que tenho menos horas de sono e tenho de acordar bem antes das 06hs da manhã...)
De toda forma, não tenho uma música predileta para esse momento tão complicado importante do dia, mas pensando um pouco mais longe, vejo que as músicas que escuto logo cedo estão invariavelmente ligadas ao álbum que esta em destaque na galeria do meu celular. E no momento tenho escutado MUITO a belga Selah Sue, que além de linda, possui uma doce e linda voz capaz de transformar o dia qualquer pessoa mais agradável...
Recomendo a escutarem o disco de estréia dela Selah Sue (2011), tenho certeza que você vai se deixar envolver com o balanço e voz dessa pequena maravilha belga... Enquanto isso escutem Crazy Vibes e nao se esqueça: bring the joy in your life!
p.s.: fiquei muito tentado em postar a música do despertador do meu celular - que invariavelmente sempre vai para o soneca - mas acho que não é o momento de misturar futebol colocando o Hino do Meu querido Atlético! Dá-lhe Galo!!!
Fato é que quem nunca saiu na chuva para pular, rir ou se divertir nunca será um adulto completo.
Falando em música, uma das lembranças mais antigas é escutar a versão do Biquini Cavadão para Chove Chuva, do Jorge Ben! Automaticamente associo aqueles dias em que chovia todos os dias e o tempo todo, e uma das diversões mais daquela época era fazer barquinhos de papel e deixar seguir "correnteza" abaixo...
É engraçado pois essa música é tão para cima que faz lembrar dias de sol ou, também lá das lembranças de infância, tarde de calor que íamos jogar bolar na chuva...
Esse é mais um daqueles itens simples que negligenciamos a favor da correria e seriedade do dia-a-dia.
Ótima escolha para o tema de volta do 50 Semanas de Música! No momento em que foi sugerido, fui o primeiro a concordar com o tema (de maneira entusiasta até). Um problema particular deste que vos escreve, é que com a volta do blog, também volta a velha dificuldade de enviar minha dica de sexta-feira (e agradecimentos a Içara que postou a banda que eu queria postar hoje - leia aqui). Apesar de ainda estarmos tirando as teias de aranhas do lugar, as dicas anteriores da equipe mostra que voltamos com tudo para este ano!
Particularmente, gosto dessa empolgação que toma conta das pessoas no começo de ano! De novos projetos! Novas promessas! Novos Objetivos... visões de futuro em que seremos pessoas melhores e mais compremetidas com que nos faz bem. Muitas vezes, boas e velhas recordações de um passado não tão distantes e que esquecemos tão rapidamente...
Acredito que recomeçar nada mais é do que o melhor do nosso interior nos tirando da nossa zona de conforto e nos levando a superar os nossos limites, negações e medos...! Nada mais frustante do que começarmos algo que queremos muito, mas que por diversos motivos não conseguimos terminar. Porém, o processo e o sucesso de nossos objetivos é um sentimento imensurável na maior parte das vezes. E é esse sentimento maluco que nos faz seguir a estrada... Recomeçar ou simplesmente Seguir Viagem...
Falar sobre mãe nunca será uma tarefa simples, pois por mais que tentemos nunca teremos palavras suficientes que faz jus a importância delas em nossas vidas. E como homem, nunca poderei entender por completo o que é ser mãe - talvez essa seja uma falha em nossa formação.
Em nossas diversas fases da vida nós brigamos, abraçamos, não entendemos os conselhos, nos apoiamos e passamos por situações das mais inusitadas, mas sempre consciente que nossas mães estarão ali para o que precisarmos.
Quando falo sobre música e sobre minha mãe eu tenho nó na cabeça! Nunca consegui acertar o gosto musical dela. Sei que ela adora Roberto Carlos (a nossa dica de segunda-feira) e que ela odeia todos os barulhos que eu escuto (mesmo que ela não saiba o que está tocando) e...
... só!!!
Teve um aniversário que dei para ela um CD da ELis Regina de presente. Ela agradeceu e tudo mais e falou "(...) eu não gosto de Elis...". Bola fora total!
Em algum ano perdido após 1994, estava com meu pai (na época já separado da minha mãe) para comprar um presente de aniversário para minha mãe e ele escolheu 3 vinis (sim, ainda sou da época em que se dava vinil de presente) do Ray Conniff. Até coloquei a foto para ninguém duvidar!
Sou um profundo desconhecedor da obra de Ray Conniff, sei que ele é dos tempos das música com orquestra, dos grandes bailes, dos bons tempos dos anos 60 e 70... E pensar que meu pai escolheu esses discos sabendo do gosto da minha mãe, me faz sentir mais próximo de algum (ou alguns) momento feliz dos dois... Em outras palavras, essa também é uma maneira de homenagear minha mãe e dizer que a amo (mesmo que eu não o fale todos os dias) e se hoje sou quem sou, grande parte é por causa dela... agradeço todos os dias a existência dela!
Há quem ame trabalhar. Há quem ame (odiar) trabalhar.
Particularmente não tenho muito problema com trabalho. Desde cedo escolhi minha profissão: Administrador. Desde os 15 anos já tenho isso muito claro e hoje esta marcado na pele para ninguém ter dúvida. Acho que como bom leonino que sou , adoro resolver problemas (aliás, essa é melhor definição que vi até hoje para administração)! Acredito que administração é um modo de vida e ela é aplicada em vários e vários campos. Tudo bem que minha carreira profissional esta muito longe de estar encaminhada... mas isso é outra história.
Não tenho muito problema com o ato de trabalhar. Entendo (e aceito) bem a relação capitalista da coisa. No dia a dia, sempre busco o melhor. Meu desafio é me superar. Às vezes, me falta paciência com certas mediocridades do meio laboral (mas aí valeria outro post, que não cabe no momento), mas independente disso, adoro os desafios que certas atividades podem te proporcionar nos mais diversos níveis de complexidade - e essa reflexão ganhar ainda mais valor quando estamos fazendo aqui que gostamos...
O único problema que tenho é com o fato de ter de acordar cedo! Se Deus ajuda quem cedo madruga, estou condenado a negociar com ele outras formas de retribuição!!! Sou daqueles que produz mais nos horários noturnos... Me peça para ficar até 3h da manhã realizando alguma atividade importante, mas não me peça para acordar as 6hs para ter que chegar no horário no trabalho. Isso é quase uma tortura polonesa!!!
Sou mestre em sair de casa atrasado para o trabalho e várias vezes (algumas de forma quase miraculosa) chegar no horário! Então Música para Trabalhar para mim é música para os dias que estou atrasado (quase todos) - pensei em colocar Fortaleza, dos Los Porongas, já que os riffs de guitarra que o João Eduardo criou já me fez subir muito morro em tempo recorde para não perder o ônibus. Mas dessa feita, vou escolher uma música que vem embalando minhas saídas atrasadas para o trabalho:
Tô Nem Aí do Pequena Morte
Nos últimos tempos, quase todas as minhas manhas são regadas pelo álbum Defenestra do Pequena Morte. E até antes de iniciar este post eu nem conhecia esse clipe! A corrida do personagem é bem parecida com a daqueles que estão atrasados (principalmente para o trabalho), além de ser impossível não se contagiar com esse ska recheado de metais, com clima totalmente para cima!
Vamos ver se amanhã eu consigo sair no horário para o trabalho!!!
Quando decidimos a algumas semanas o Tema #14 do blog, eu fiquei com o pensamento de fazer um texto forte, direto e engajador, além de colocar uma música emblemática!!! Após o texto de capa (leia aqui) ficar pronto no domingo, descobri que não seria tão simples, não tinha ideia de que foco dar ao meu texto e nem que música escolher.
Até agora, todos os posts da semana foram de certa forma um reflexo do que acredito. Desde o sentimento "nostálgico" de ter nascido na época errada até o ceticismo em relação as revoluções digitais, a preocupação cidadã com os problemas do nosso país/sociedade e passando pelas pequenas (e essenciais) revoluções que o Fininho tão bem exemplificou na Sugestão #03! E tudo isso fez com que aumentasse meu sentimento de responsabilidade da minha dica.
Com tudo isso em mente não sabia o que postar até alguns minutos atrás, quando me veio muito forte a versão de Let It Be dos Beatles, no musical Across The Universe.
A escolha dessa música é pelo forte apelo visual do videoclip (o que é um dos pilares do projeto 50 Semanas de Música). Para quem não conhece o filme, Across the Universe de 2007 e dirigido por Julie Taymor, retrata os anos 1960, com suas lutas, guerras e paixões, ambientando toda uma época através da obra dos Beatles.
Sem dúvida essa é uma das versões mais lindas que já ouvi de Let it be! Escutar essa versão com uma pegada mais gospel, quase solene, leva os versos da música em um nível mais profundo dentro do coração de cada um. Nos faz pensar pelo que estamos lutando no dia a dia. O que nos faz levantar a cada manhã com espírito renovado versus o enfrentamento da melancolia decorrente de tanta coisa errada à nossa volta.
A intenção aqui é levantar a reflexão de qual revolução precisamos nesse momento: mudar os rumos do mundo e da política nacional? Ou começar uma revolução em nós mesmo, renovando coração e espírito em busca de dias melhores? Talvez ambas opções estejam corretas. Talvez nenhuma delas. Let it be...
When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom
Let it be
Whisper words of wisdom
Let it be
And when the broken hearted people
Living in the world agree
There will be an answer:
Let it be
Citar os anos 60 ou mesmos o Beatles, já é acender a chama revolucionária de muita gente! Aconselho a assistir o filme.
Hoje vou trapacear e não postarei um texto meu. Explico!!!
Confesso que fiz um lobby para a inclusão do tema dessa semana. Não porque estou sofrendo de amor (quem nunca?), mas sim, porque desde o dia que vi o documentário Vou Rifar o Coração da Ana Rieper, todas as histórias contadas ficaram guardadas no coração. As dores de amor cantadas pelos artistas da música popular romântica no Brasil estão no imaginário popular e qualquer pessoa em algum momento da vida sentiu a verdade e se identificou em alguma dessas músicas. Não há vergonha nenhuma nisso!
Particularmente, poderia falar sobre as dores de amor, ou falar sobre algum o Odair José, Wando... ou mesmo contar algum momento em que meu coração também chorou; mas ao mesmo tempo não poderia me emocionar menos com palavras tão verdadeiras quanto as que encontrei na crítica sobre filme feita pela Thais Vieira para o Cinema de Buteco. Espero que gostem!
Ah! A música de hoje dá nome ao tema dessa semana: Vou Rifar Meu Coração, Lindomar Castilho.
CRÍTICA ORIGINALMENTE PUBLICADA no Cinema de Buteco em 04/08/2012, por Thais Vieira.
NÃO SOU DE ESCREVER RESENHAS EM 1ª PESSOA, mas Vou Rifar Meu Coração tem um toque especial e merece um post assim.
Minha infância foi embalada ao som do cancioneiro popular, que fazia a trilha sonora de uma dona de casa, que no caso é a minha mãe. Antes de se casar com o meu pai, ela veio do Piauí com 18 anos e trabalhou em alguns lugares, inclusive uma gravadora bem famosa nos anos 80, a Discos Copacabana. Ou seja: o acesso à música romântica popular era enorme, ainda mais quando se trabalha diretamente com esses artistas. Essa influência veio à tona quando eu tinha uns três, quatro anos, e é uma das mais gostosas lembranças da minha vida. Fui assumir que tenho um pézinho no brega depois de completar meus 20 e tantos anos. Jamais assumiria esse fato durante minha adolescência rock’n'roll! O que era vergonha, agora tornou-se um orgulho.
O filme foi atrás de pessoas da mesma origem que a minha mãe: gente simples, sonhadora, apaixonada e com o sonho de encontrar o amor de sua vida. Essa galera é movida pelo som feito por pessoas cuja vida não foi tão diferente, talvez com um pouco mais de sucesso. O amor pela música denominada brega vem da coincidência da letra com seus sofrimentos e casos amorosos.
No documentário, todos os artistas afirmaram que já sofreram por amor, e isso sempre será a fonte de inspiração de suas composições. Um deles (Lindomar Castilho, autor da canção que intitula o documentário) assassinou a esposa por ciúme. Outros grandes cantores dão seus depoimentos no documentário: Agnaldo Timóteo, Amado Batista, Nelson Ned, Waldick Soriano, Odair José, Evaldo Braga e outros. Chorei quando vi o Wando falando sobre as dores do amor, cuja cena veio seguida de “Moça”.
Um dos pontos legais e até um pouco polêmico é quando falam que são considerados bregas por causa de suas origens simples. O grande Odair José chega a questionar sobre Chico Buarque, já que suas músicas são adoradas pela elite, mas se fosse de origem pobre, seria um cantor brega também. Como Odair disse “a dor do amor atinge a todas as classes sociais, a diferença é que o pedreiro chora em uma casa de merda e o médico sofre num apartamento de frente para o mar”. Esse cara é genial!
O filme é recomendado pra quem já sofreu por amor, pra quem curte um brega, pra quem se interessa pela cultura nacional ou para quem apenas gosta de música. É super divertido, encantador, modesto e a sua trilha sonora é perfeita. Se isso é música ruim, vou dizer as palavras de Tom Zé: o nosso lixo é o melhor do mundo! Viva a verdadeira música popular brasileira!
É claro que lhe darei 5 caipirinhas, com direito a um som de Amado Batista rolando na Juke Box do Buteco.
Amei este tema: ganhou o meu voto no mesmo momento em que foi sugerido! Fazia tempo que queria postar a dica de hoje, mas não havia tido um tema em que a música encaixasse.
Quando alguém fala em Música para Ninar logo vem a mente a imagem de uma mãe cantando aquelas velhas músicas do folclore brasileiro ou do cinema de alguém cantando o "Brilha, Brilha, Estrelinha (...)" e outras música bem distantes do nosso cotidiano.
Música para ninar é um momento sublime! Um instante em que nos conectamos de forma profunda com aqueles que amamos - seja filha, filho, marido, esposa, amigo, irmão... enfim, com alguém que por breves instantes cuidamos e temos carinho.
Particularmente, sou daqueles que quer ter quatro filhos (sim! Se possível dois casais) e criá-los da maneira mais tradicional, bem ao estilo Família Mineira: com tradição e união para que possam crescer firmes e independentes (só não confundam com o convencional). Sei que quando (e se) os tiver, eles serão criados em um mundo tecnológico e onde as relações humanas são cada vez mais dinâmicas e virtuais; mas ao mesmo tempo quero ler livros para eles antes de dormir, brincar com eles no quintal, construir brinquedos, estimula-los dando as condições de serem pessoas melhores do que eu... e nesse ínterim até cantar músicas de ninar para eles!
Nesse sentido, a dica de hoje é bem mineira: Ao Zeca, do Tianastácia. Desde o primeiro instante que ouvi esta música (e todas as vezes que a escuto) me encantei.
Se existe uma forma de manifestação de Ágape fácil de ser percebida é através das Músicas de Ninar.
P.S: está música foi escrita pelo Maurinho Nastácia, vocalista da banda Tianastácia, na época do nascimento do seu filho.
A profissão de ladrão de banco deve ser tão antiga quanto a própria criação das instituições bancárias. E me faz rir, pensar que um dos objetivos da criação dos bancos (lá para época da idade média) era a proteção das fortunas e economias... nunca foi um sistema perfeitamente protegido.
De toda forma, o cinema tratou de glamorizar os assaltos aos bancos, na maior parte das vezes, se inspirando em personagens reais que fizeram história por sua inteligencia, sangue-frio e eficiência. Nessa linha é impossível não pensar em filmes como Bonnie e Clyde de 1967 e Inimigos Públicos de 2009 - ambos inspirados em personagens reais do inicio do século passado...
O que mais me atrai em filmes que tem com tema ou pano de fundo roubo à bancos, é a capacidade de se cometer crimes usando o mínimo de violência e abusando da engenhosidade para superar desafios, pois é roubo é muito mais phoda (sim, com 'ph') quando tem mais grana envolvida e um maior esquema de segurança!
Para (tentar) justificar a minha dica de hoje, sou obrigado a falar do filme Atração Perigosa de 2010, dirigido por Ben Affleck. A sequencia de abertura é muito boa, com ladrões vestidos com mascaras de caveiras ameaçadoras e muito bem armados; a sequencia ganha força segundos antes, na abertura do filme quando diz:
"A região de Boston produziu mais ladrões de banco e carros-fortes do que qualquer outra na mundo"
"O Roubo a bancos se tornou uma tradição em Charlestown, é passada de pai para filho"
Verdade ou não, depois que vi esse filme, ficou gravado de forma indelével em minha mente que: em Boston estão os melhores ladrões de Banco; os imigrantes irlandeses são um povo muito interessante de conhecer (não à toa música de hoje) e sim, Boston é um lugar que faço questão de conhecer.
Então, sem mais delongas, pois a inspiração não pernoitou por aqui, fiquem com: I'm Shipping Up To Boston do Dropkick Murphys - uma música que tem adrenalina suficiente para os "melhores roubos a banco"!
P.S: esta música é muita mais lembrada por ser tema do filmes Os Infiltrados (2006), um filme máfia e espionagem... mas tente adivinhar? O filme acontece em Boston e os imigrantes irlandeses tomam conta do filme...
Falar de TPM é algo bastante complicado... e associá-la com música é apenas mais um fator para complicar a situação! E piora mais quando os posts anteriores do blog elevam o o nível de exigência da próxima sugestão... hehe - Nesse ponto, não tenho nenhum grau de gratidão com os outros membros da equipe, que escreveram brilhantemente (e assino embaixo que é o pior) até agora .
Enfim, entrando no assunto da semana, penso que seria muito "fácil" falar de como lidar com a TPM: falar que a mulher deve receber toda atenção necessária; não contrariá-la; ter a consciência das reações contraditórias; etc, etc, etc...
Particularmente, penso que falar tudo isso é chover no molhado! Me explico: venho de uma família em que a maioria é de mulheres. Então desde cedo eu convivo com variados tipos de TPM e em épocas mais diversas (a menos que você, homem, more em um quartel, nunca terá um período livre de TPM) e a única coisa que aprendi foi: ter paciência e a certeza de que você nunca irá acertar.
Mulher em TPM é um bicho complicado! Você nunca irá acertar na forma de tratá-la e sempre dará a resposta errada. Nunca escolherá as palavras certas. E sempre estará errado em qualquer escolha ou fala que tiver.... Enfim, sua vontade de desistir sempre estará no limite!
Por isso paciência é fundamental e ter a ciência de que nunca irá acertar, evitará eventuais frustrações em qualquer momento que tiver que lidar com uma mulher em TPM (ou pelo menos reza a lenda...).
De maneira geral não tem uma receita de bolo. Lidar com TPM é algo complicado, a mulher fica difícil, fica chata e apenas poucos (mas poucos mesmo!) conseguirão lidar com isso. Conversando com um amiga sobre o tema, ela me disse a seguinte coisa:
"Tem fase que dá vontade de imitar a Anita e sair andando de calcinha pela casa ouvindo Aznavour; mas a maioria das mulheres na TPM fica muito chorona. Aí ouve Whitney Houston e é choro e chocolate na certa (...)"
Este é o céu para muito homem por aí, ter oportunidade da mulher ter a sua "bad", dar um abraço no fim do dia e 'amaciá-la' com um chocolate.... Infelizmente mulher com TPM é imprevisível!!!! E os homens, na maior parte das vezes, estão longe de saber como lidar com a raiva, emotividade, agressividade, carência, individualismo, introspectividade, expansividade, medos, emoções, angustias, alegrias, loucuras e todos as contradições que o pacote de hormônios traz a tiracolo...
Se eu pudesse dar um ou dois conselhos de ouro (e não estou em posição de fazê-lo de maneira eficiente), seria: ter paciência e o 'prazer' de suportar a sua parceira (amiga, irmã, etc) no seu maior período de contradições! Pois sobreviver a uma (ou várias TPM's) abre um mar de possibilidades que só faz valorizar a mulher que está ao seu lado...
Não sei se fui muito claro até aqui, mas de maneira geral, acredito que qualquer música que for sugerida em momentos de TPM dever ter como premissa libertar sensações e sentimentos (seja aqueles de origem assassinas ou de vontade de chorar e comer chocolate)!!! Choros, bebedeiras, lágrimas, loucuras, chocolates, abraços, carência, raiva, extremos... tudo isso faz parte! Talvez o lance não seja tentar descobrir a 'fórmula mágica' de conviver com uma mulher em TPM, mas talvez seja apenas sentir o ritmo dela... e nesse sentido a música a seguir tem tudo a ver com o ritmo (sensual e bonito como toda mulher dever ser)!
Wonderland, Instituto & Irina Gatsalova. Música tema da série Alice.
Meu Deus! Como eu sã consciência eu votei à favor desse tema? Logo eu, que estufo o peito para falar que sou um sedentário por esporte! Não consigo entender em qual nível de loucura eu estava ao aceitar de bom grado em falar sobre Música para Malhar.
Desconheço a rotina e o ambiente da malhação. Nunca entrei em academia (sério!) nem para pedir informação. Meu esforço físico se resume em correr atrás do ônibus, aperfeiçoar o alterocopismo nos bares de BH (ainda não ganho do Taliban) e de quando em nunca jogar futebol com os amigos - quem sabe com eu sou ruim nesse esporte, pode imaginar a frequência com que jogo...).
Para se ter uma ideia, há um ano, visando cumprir os créditos de Formação Livre que a minha faculdade exige, me matriculei em Handebol!!! Situação inimaginável.... Passei a metade do semestre escolhendo entre "correr ou gritar pedindo a bola" - minha condição física não permitia fazer os dois juntos!!!!
Na Equipe do 50 Semanas de Música apenas o Yagor é um exemplo da Geração Saúde, mantendo uma rotina saudável de malhação e dieta. O resto varia em visitas ocasionais à academia ou completo descaso. Particularmente, é muito provável que eu entre para academia no dia que receber diagnóstico de uns 3 médicos diferentes dizendo que ou entro para academia ou eu paro com os doces, cerveja e os prazeres da vida...
Em contraponto ao post de ontem do Yagor, observo a academia com uma grande fonte de reclamação de quem frequenta, sobre: sentir dores em demasia, ter de acordar cedo para malhar (devido a falta de tempo), se privar de uma alimentação menos "interessante" (para não dizer menos saudável), e uma série de outras coisas que sinceramente, não me causa nenhuma inveja... E acreditem ou não, para os médicos eu ainda sou uma pessoa saudável...
De toda forma, poderia continuar este "anti-post" por muito tempo e ainda não conseguir escolher uma música adequada! A única certeza é que não conseguiria sobreviver aos playlist da maior parte das academias regadas a axé e música eletrônica... não me vejo malhando sem ouvir o bom e velho rock, ou melhor, não me vejo malhando na maior parte do cenários...
Enfim, tive de pedir ajuda de amigos para poder escolher a música de hoje, vários sugeriram Queen (e Don't Stop Me Now é uma ótima pedida!), a minha querida Bruna Bayer de SP falou Swerve City do Deftones (o rock sempre salva, acredite!), mas a ajuda do Túllio Dias do Cinema de Buteco foi providencial!!!
Fiquem com Kassin - Calça de Ginástica!
Tenho sérias dúvidas se essa música ajuda alguém na hora da ginástica/academia, mas tenho certeza que contribui para muita risada (principalmente na ala masculina). De longe não é a melhor música do Kassin, mas é o Kassin, ele é bom, a música é engraçada e eu ri! Ah, e por favor, me mandem dicas de Música para Malhar, vai que eu um dia eu mude de ideia...